O Rodopio Desconsertado da Minha Alma

Inflama, queima minha Alma que hei de te cantar. Aqui, religando os Hermetismos e Ocultismos, reatando o horizonte nu de tudo! Aqui, Nós, América, Sul, Centro Norte Leste e Oeste. Nós da linha de frente amando os sprays de pimenta. Nós que queimamos o incenso só para que ele cheire. A roupagem tem que cair... Continuar Lendo →

Livro: O Espelho Humano por Excelência

O livro é o fogão do sonho de plantão de um país, uma Nação aquece, nutre e prepara o sentimento, a batalha O livro é o tijolo o pilar, o miolo, do castelo da mente que ri contente na selva do presente A escrita é um baile de máscaras o esconde-esconde das crianças rápidas é... Continuar Lendo →

Te Amo! Tu Metralhadora de Letras

Congregar! Unir para espalhar, a aurora, a cantiga, o luar. Prensar as emoções doces colher o suco fresco de noite Orbitar desesperadamente à paz Como se fosse o último sopro de ar. Destilar o néctar da boca, essa ninfa de voz rouca. Atiçar a viagem, o Nordeste, recolher o tesouro do Agreste. Se não formos,... Continuar Lendo →

Ode à Timidez

Ouvir com cuidado é mais difícil que falar de si. Sustentar os olhos nos olhos, jogo disputado entre o ilimitado e infinito, é mais difícil que desviar o olhar. Dizer-se de si mesmo é mais difícil do que dizer de outras pessoas e coisas. Perder-se nos meandros dos sonhos próprios é mais fácil que erigir... Continuar Lendo →

Uma fada de luz me levou para passear

O Céu foi o Protagonista do nosso Sonho hedonista. Rasgou Respiração, Morangos, Cometas, e o tapete de Grama abrigando nossas Cabeças. Eternizou Hora, Minuto, Segundo ouvindo à Orquestra do Mundo e Nós Regentes e Músicos das Notas, dos Tons, Dilúvio. A Natureza é avessa à Beleza pouca Chove a quantidade certa para cada Boca A Terra... Continuar Lendo →

O poeta: esse transigente

O poeta enxerta caos e desconforto num mundo sacramentado pelo confortável. Combate as metralhadoras e granadas com riso e afeição. Faz sentir a beleza do perdão e do reencontro. Confere grandeza eloquente às minudências. Enfeita os tapetes vermelhos, cinzas e dourados por onde tu tens que passar. Recolhe e reconhece as pétalas da roseira porque... Continuar Lendo →

O Herói se dá na ausência

- Isso tudo é questão de molde, dessa grande máquina do tempo, que imprime o verbo regular que não cessa de nos furtar de nós. O que faço? Me pergunta! - Sou curandeiro dando passes. - Sou vilão do nordeste do meu quarto - Sou jogador que ouve a tia derrota dizer que a mãe... Continuar Lendo →

A Árvore da Iquiririm

São Paulo, dia 06 de Dezembro de 2009. (Reencontrada hoje, 2014) De um lado ao outro sozinho, lado outro. Uma janela que faz penetrar universos, aqui, numa caixinha de 30 metros quadrados. É tão difícil não se tornar os que passam desolados pela janela. É tão difícil retirar o olhar pálido que a janela não... Continuar Lendo →

Oração ao Brasil

Te vejo da perspectiva estreita de um dos teus, terra violenta. Mercadoria traficada, oásis do sul os teus guetos, vielas, o céu azul Fardados cobrem ruas anti-manifestação enquanto carentes, usuários, infestação é regra encravada em seu coração. Brasil reage, vai, deixa a ladroagem a ambição; rega teus filhos sedentos não de pão, mas de necessária... Continuar Lendo →

Fuga em Dó Menor

Quem me dera eu fosse a carteira branca da escola onde debruçou-se a criança de outrora, hoje senhora, mestra das horas, foice, do tempo transcorrido, professora de antanho do sonho, dos gritos Quem me dera eu fosse nas revoluções incontidas a anti-barricada nas linhas Clamando às vozes foscas Quem me dera ser o ornamento, relicário da joia, campanário Que enfeita... Continuar Lendo →

Mulher Fenomenal, Maya Angelou

Belas mulheres se perguntam onde meu segredo se encontra. Não sou doce ou feita para me encaixar no tamanho de uma modelo Mas quando começo a dizê-las, Elas pensam que digo mentiras. Eu digo, Está no alcance dos meus braços, Na largura do meu quadril, No avanço do meu passo, Na espiral dos meus lábios.... Continuar Lendo →

Os personagens do bairro escapam pelos poros

- E se essas nuvens, mosaicos de pérolas tão dinâmicas em seu ventar, e se elas trouxerem em seus seios belos as cantigas das infâncias? - E para que? - Para nos embalar em nosso orvalhar pela relva. - E os agrotóxicos? - Levantemo-nos, rijos, hirtos! contra os obstáculos! - Para chegar onde? - Não... Continuar Lendo →

Ao Muito Antigo (Auld Lang Syne)

A uma Mestra Escoteira, Mãe e Amiga, que sabe regar a semente da bondade nos corações alheios, convocando o desabrochar da manhã da alegria. Poema de Robert Burns de 1788, baseado na versão contida em The Norton Anthology of English Literature. Optei por manter a prosódia sempre que possível. "Devem antigos conhecidos serem esquecidos, E nunca trazidos às mentes? Devem... Continuar Lendo →

O Matrimônio do Paraíso e Inferno, William Blake

Tradução baseada no The Norton Anthology of English Literature, Fourth Edition. Notas no prelo.           A mais acessível das obras longas de Blake, é um vigoroso, deliberadamente escandaloso, às vezes cômico, ataque contra os timidamente convencionais e arrogantes membros da sociedade, assim como contra muitas das opiniões no repertório da piedade e... Continuar Lendo →

“Gênio”, Arthur Rimbaud

Para a musa que entorpece a luz que invade meus olhos, reluzindo o arco-íris da aliança cósmica entre humanos e deuses. Para os amigos de ontem e hoje, mar primordial daquilo que somos. Gênio Ele é afeição e o presente pois ele abriu a casa para a espuma do inverno e ao rumor do verão,... Continuar Lendo →

Redemoinho de Letrinhas

A erupção da palavra, ou a chuva fina da inspiração transmutada milagrosamente em traços, requer condições climáticas perfeitas. Ouvir os gritinhos da pluralidade de eros, o elo perdido entre a biologia e a palavra, vozes latentes que esperam por breves momentos de explosão, ao bater de uma brisa numa tarde qualquer. A experiência traduzida num texto, fenômeno de destilação, separação... Continuar Lendo →

A água transbordou, molhando esse papel

A água estrelada lavou as pretensões de grandeza, ai de mim se pudesse acompanhar a correnteza mas seu fluxo fugidio deixou esperanças, em gotículas adocicadas de mudanças O porco já comeu; o cavalo antigo também e eu acompanho-os num contínuo vai e vém, o fogo-apagou gorjeou numa janela outrora fechada, Serei contigo um só nessa madrugada. A... Continuar Lendo →

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