Lá no começo, um eu difuso encontrava-se num sorridente ti,

Arava muito bem a terra onde devagar caía a semente de nós,

Regava teu broto de meninice com a primavera,

Arfava dentro da tua boca dilúvios de sabores,

Desconexo, conjurava em ti todos os amores.

Com o tempo, que era nosso aliado,

fui saindo daquele palimpsesto ávido

para abrigar na charrete dessa vida,

a audácia de se levar na viagem uma amiga.

Aos trancos e barrancos foi desdobrando-se o caminho

porém abraçados na tempestade sorríamos.

Aquele broto de ti no canteiro amarelado de saudade,

enxertou-se em mim num ramalhete de felicidade.

Era sapeca aquele ser engraçado de cada um,

Entregues um ao outro éramos nenhum,

mal nos víamos, entrelaçar de nós,

Ah se pudessem confessar os lençóis!

O outono da nossa era era distante,

o que queríamos era construir o adiante.

Porém como tudo tem um final errante,

começamos a desintegrar aquele dueto.

Assim adentramos você e eu naquela faixa de hipocrisia que enubla o relacionamento

Foda-se….

Publicado por rafaelsc

"Ensinar não é encher um vaso, é acender um fogo" Aristófanes "Creio porque é absurdo" Tertuliano "Seja uma luz para si próprio" Buda “Sentando-se quieto, sem fazer nada, a primavera vem e a grama cresce, por si só." Matsuo Bashō "O silêncio e a risada são a chave – silêncio dentro, risada fora" Osho

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