A água estrelada lavou as pretensões de grandeza,

ai de mim se pudesse acompanhar a correnteza

mas seu fluxo fugidio deixou esperanças,

em gotículas adocicadas de mudanças

O porco já comeu; o cavalo antigo também

e eu acompanho-os num contínuo vai e vém,

o fogo-apagou gorjeou numa janela outrora fechada,

Serei contigo um só nessa madrugada.

A Serra permanece majestosa no quintal,

cortina de relva anunciando o festival,

As árvores são colchas verdes a cobrir as borboletas

azuis, vermelhas, amarelas, violetas

Mergulhado na verdura dos matagais,

7 horas da manhã colho a vida nos pés

As angústias e as glórias orvalharam-se, frugais

anunciando a aurora de viés

O vento sopra folhas antigas – milhões –

contendo em cada uma a alvura universal

do recomeço, dos elementos, das re-uniões

a infinitude da vida, presente colossal

Esse bucolismo que abraça felizmente,

na pastoral inédita da beleza, danço.

A neblina fria exige o café quente,

pois de corda bamba fina é o momento, balanço

Um entre muitos sonhos diz que a noite findará o dia, trazendo à floresta o silêncio, e a mim, a calma macia.

Publicado por rafaelsc

"Ensinar não é encher um balde, é acender um fogo" Yeats "Creio porque é absurdo" Tertuliano "Seja uma luz para si próprio" Buda “Sentando-se quieto, sem fazer nada, a primavera vem e a grama cresce, por si só." Matsuo Bashō "O silêncio e a risada são a chave – silêncio dentro, risada fora" Osho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s