A água estrelada lavou as pretensões de grandeza,

ai de mim se pudesse acompanhar a correnteza

mas seu fluxo fugidio deixou esperanças,

em gotículas adocicadas de mudanças

O porco já comeu; o cavalo antigo também

e eu acompanho-os num contínuo vai e vém,

o fogo-apagou gorjeou numa janela outrora fechada,

Serei contigo um só nessa madrugada.

A Serra permanece majestosa no quintal,

cortina de relva anunciando o festival,

As árvores são colchas verdes a cobrir as borboletas

azuis, vermelhas, amarelas, violetas

Mergulhado na verdura dos matagais,

7 horas da manhã colho a vida nos pés

As angústias e as glórias orvalharam-se, frugais

anunciando a aurora de viés

O vento sopra folhas antigas – milhões –

contendo em cada uma a alvura universal

do recomeço, dos elementos, das re-uniões

a infinitude da vida, presente colossal

Esse bucolismo que abraça felizmente,

na pastoral inédita da beleza, danço.

A neblina fria exige o café quente,

pois de corda bamba fina é o momento, balanço

Um entre muitos sonhos diz que a noite findará o dia, trazendo à floresta o silêncio, e a mim, a calma macia.

Publicado por rafaelxa

Simply meditate, dance, read, sing, stay quiet, waiting. Do a ritual in each opportunity. Connect yourself with the source. It's not difficult. Be really happy. You could dodge the ignorance. You could grasp wisdom in any book, tree or face. It's up to you. Be aware, be awake!

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