10 Considerações Políticas sobre os Analectos de Confúcio

          Nos dias de hoje há um imenso esforço social em proclamar a democracia como a melhor forma de governo. Idealiza-se a democracia como se esta fosse o zênite da realização humana. Sua falta ou escassez é alardeada como crime capital.           No outro extremo e em outros tempos, em Platão, o delegar do poder político ao povo era um disparate total, pois... Continuar Lendo →

Os Yoga Sutras de Patanjali – Tradução Narrativa

Introdução: Proposta diacrônica de leitura dos Yoga Sutras           Desde os primórdios da cultura Védica, no Rigveda, os quatro objetivos da vida Hindu são: Artha - busca por sucesso material, Kama - busca por sucesso no Amor, Dharma - cumprimento das leis e Moksha - libertação ou redenção espiritual. Os Yoga Sutras de Patanjali, ao... Continuar Lendo →

Introdução à Vida e Morte do Rei João

            A Vida e Morte do Rei João é geralmente datada, com base no estilo, entre as duas tetralogias históricas de Shakespeare, talvez um pouco antes de Ricardo II, em 1594 ou 1595. Em estrutura e caracterização, ela é também transicional da primeira série episódica (Henrique VI até Ricardo III) até a mais firmemente organizada... Continuar Lendo →

Introdução À Tempestade

            Shakespeare cria em A Tempestade um mundo de imaginação, um local de conflito e, em última análise, de rejuvenescimento mágico, como as florestas de Sonho de uma Noite de Verão e Como Quiserem. A jornada à ilha de Shakespeare é para um reino de arte, onde tudo é controlado pela figura do artista. Entretanto,... Continuar Lendo →

Introdução a O Conto do Inverno

            O Conto do Inverno (cerca de 1609-1611), com sua divisão quase simétrica em duas metades, de tragédia sombria e romance cômico, ilustra, talvez, mais claramente que qualquer outra peça Shakespeariana, o gênero da tragicomédia. De fato, todos os romances tardios apresentam jornadas de separação, mortes aparentes e chorosas reconciliações. Marina e Thaísa em Péricles,... Continuar Lendo →

Introdução a Cimbelino

            A notável combinação, em Cimbelino, de uma narrativa romântica com uma história quase real, nos encoraja à pensarmos na peça como uma fantasia genealógica sobre as origens britânicas. Ao escolher como cenário uma Bretanha antiga, a peça busca por uma identidade nacional através de uma redescoberta da história nacional. Para ser verdadeiramente bretã, a... Continuar Lendo →

Introdução a Péricles

                Péricles é uma peça enganosamente simples. Apesar de ter sido popular em seu próprio tempo e, nos últimos anos, ter-se mostrada um sucesso profundamente tocante no palco, a peça pode parecer ingênua e trivial na página impressa. Sua aparente falta de profundidade parece especialmente surpreendente quando nós a comparamos com suas contemporâneas, Rei Lear,... Continuar Lendo →

Introdução a Coriolano

            Coriolano pode ser a última tragédia de Shakespeare. Mesmo que a evidência externa de sua data real seja escassa, o estilo sugere um momento por volta de 1608. Se assim o é, a palavra final de Shakespeare sobre o destino trágico da humanidade é desiludida, irônica, quase anticlimática, similar a suas tragédias Romanas e... Continuar Lendo →

Introdução a Antônio e Cleópatra

            Shakespeare provavelmente escreveu Antônio e Cleópatra em 1606 ou 1607; ela foi registrada para a publicação em 20 de Maio de 1608, e aparentemente influenciou uma revisão de Cleopatra de Samuel Daniel que foi publicada “novamente alterada” em 1607. Antônio e Cleópatra foi, assim, aproximadamente contemporânea de Rei Lear e Macbeth. Entretanto o contraste... Continuar Lendo →

Introdução a Macbeth

            Macbeth é, aparentemente, a última das quatro grandes tragédias Shakespearianas - Hamlet (cerca de 1599-1601), Otelo (cerca de 1603-1604), Rei Lear (1605-1606) e Macbeth (cerca de 1606-1607) - que examinam as dimensões do mal espiritual, diferentemente do conflito político das tragédias Romanas tais como Júlio César, Antônio e Cleópatra e Coriolano. Se Shakespeare teve... Continuar Lendo →

Introdução a Rei Lear

            Em Rei Lear Shakespeare eleva ao limite a hipótese de um universo maligno ou indiferente no qual a vida humana é insignificante e brutal. Poucas peças exceto Hamlet e Macbeth aproximam-se de Rei Lear ao evocar a desventura da existência humana, e mesmo elas não podem disputar com o espetáculo devastador do Conde de Gloucester... Continuar Lendo →

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