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Poesia

A água transbordou, molhando esse papel

A água estrelada lavou as pretensões de grandeza, ai de mim se pudesse acompanhar a correnteza mas seu fluxo fugidio deixou esperanças, em gotículas adocicadas de mudanças O porco já comeu; o cavalo antigo também e eu acompanho-os num contínuo vai e vém, o fogo-apagou gorjeou numa janela outrora fechada, Serei contigo um só nessa madrugada. A […]

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Poesia

No limiar do Bhagavad-Gita

A adaptação do Mahabharata por Jean-Claude Carrière é de uma beleza exorbitante. No fronte da guerra total por começar há dois seres conversando, aos olhos atentos de dois exércitos, o guerreiro-perfeito Arjuna e o até então semi-deus Krishna. Arjuna pela primeira vez na vida hesita, ao reconhecer e sofrer as perdas de amigos e parentes, […]

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Poesia

Peça Sanca – Dia 2

Somar! Incluir o legado teatral sem tornar-se banal Dizer o que se pensa o que do hodierno despenca como uvas numa tarde outonal Alguns acusar-te-ão de idolatria mas tu sentes a pura maestria Cultuar o que veio antes não por modismo mas por ser importante Na selva amazônica do homem Shakespeare re-conhecer todas as nossas […]

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Poesia

Retrato de um amor enquanto jovem, que veio a óbito apesar do esforço sempre humano para poetisar a eternidade

Texto de 09/05/2008 Permaneceremos juntos… como a lua e suas criaturas como as lembranças e seus possuidores O que vivemos… É meu, seu, de todas as pessoas as quais compartilhamos nossos sorrisos, atos, tempo Porque somos cometas, que rajam o céu soturno que levam no seio do futuro o ontem e amam, vivem, lindos, bonita […]

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Poesia

Musiquinha

Erga-se e veja o sutil hino do amanhã Sê fiel à lírica molhada da romã Deite na cama eterna com manha Sinta o fluir do rio do passado Volte ao quintal da criança à roda gigante das emoções de carinho Tome o líquido do infinito que escorrega em ti e mim, ao desvanecer do que fomos. Carrega […]

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Poesia

A Arte Demoníaca de Shakespeare

A Arte Demoníaca de Shakespeare

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Poesia Tradução

A Fênix e a Pomba de Shakespeare

“A Fênix e a Pomba (Tartaruga)” apareceu pela primeira vez numa coleção de poemas chamada Love´s Martyr: Or, Rosalins Complaint de Robert Chester (1601). Esse volume em quarto apresentava vários exercícios poéticos sobre a fênix e a pomba “pelos melhores e principais de nossos escritores modernos”. O poema,  atribuído a Shakespeare, tem sido universalmente aceito […]

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Poesia

Poema para o Sarau na casa do Marco

Ao Marco e ao Edmur, como prova de amizade eterna, e para todos que forem ao Sarau. Peço licença para também participar, em espírito concreto tecido de palavras vacilantes. Vinte e Seis de Maio, num Portugal que desmaio, Se uma gota de lágrima desce, é porque hoje a noite não perece, Ah meu papuça, não […]

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Poesia Texto despretensioso

Elegia de um Mano

O mano é, sobretudo, um troll. Mas um mano tacado nasoropa é um deus. Por que bato a cabeça quando ela está com capacete? Copo cheio, vinho. Fumaça venenosa. Tava com o saco na lua, depois de toda baboseira essencialista, Aristóteles é o caralho! Um mano travestido de intelectualóide! É a parte que me coube! […]

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Poesia Texto despretensioso

São Paulo, Uma romã de romance. Por Rafael Arturo Bandini.

Apavora-me as tamanhas possibilidades que se me apresentam. Queria dar de ombros, deslocá-las como não tendo a ver comigo. O que me tange, é tão variável. O escopo abarca juras de amor ao léu à possibilidade bem concreta de fazer romances proféticos ou míticos que, sobretudo, me agradem. Você precisa se recompor, Rafael. Nós precisamos […]

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Poesia

Ode Amarelada

Paredes vivas, que não cercavam meus sonhos! Não as avisei? Escola fervilhante de tias-avós namoradeiras de outrora. Estás no chão! Ao chão caístes sem querer. Duas árvores raras cheirosas com flores amarelo-verdinhas de minha infância espinhosa. Onde estão? O leite colo de mãe da vó servido na temperatura certa. Onde estás? Soçobraram. Convosco, contigo, soçobro. […]