Congregar! Unir para espalhar,

a aurora, a cantiga, o luar.

Prensar as emoções doces

colher o suco fresco de noite

Orbitar desesperadamente à paz

Como se fosse o último sopro de ar.

Destilar o néctar da boca,

essa ninfa de voz rouca.

Atiçar a viagem, o Nordeste,

recolher o tesouro do Agreste.

Se não formos, quem irá?

A revolução, pelo amor, é já.

A pele que permite o toque,

o deslize da mão que não para

ante o mistério da palavra.

E eu só quero o riso,

dos belos cabelos lisos,

e dos cachos morenos,

que acalentam os beijos.

E que eu seja Portugal,

do meu Brasil Natal,

e que haja amor na guerra,

essa grande quimera.

Que passará! A guerra

passará como brisa!

E que eu seja o guia

do fluxo, das vias,

Que se esquece da tristeza,

sendo pura correnteza,

do amor sempre à mesa,

essa mesa generosa,

disposta a acolher, a criança,

o homem e a mulher,

que se lançam com tudo,

nesse Cosmos absurdo,

que rege à procissão,

Dos nossos sonhos,

que não passarão.

Publicado por rafaelxa

Simply meditate, dance, read, sing, stay quiet, waiting. Do a ritual in each opportunity. Connect yourself with the source. It's not difficult. Be really happy. You could dodge the ignorance. You could grasp wisdom in any book, tree or face. It's up to you. Be aware, be awake!

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