Introdução a Hamlet, Príncipe da Dinamarca

          Um motivo recorrente em Hamlet é o de um aparente exterior saudável ocultando uma doença interior. A mera pretensão de virtude, como Hamlet adverte sua mãe, “seria um bálsamo nas úlceras, / Enquanto a corrupção te vai minando, / Invisível, cruel” (3.4.154-6). Polônio confessa, quando está prestes a usar sua... Continuar Lendo →

Mestre de si mesmo

Não se lembra? Quantas vezes falamos sobre isso? E por quantas vidas sabemos de verdades cruciais? Nós que lemos os Gênesis aos pés de tantas crianças, Que recitamos Shakespeare em belos teatros mentais, Que clamamos às linhas de frente de tantas revoluções! Essas letras que escreveram-se tantas vezes! Essa história recontada, conto de fadas erótico!... Continuar Lendo →

Introdução a Júlio César

            Júlio César encontra-se no ponto médio da carreira dramática de Shakespeare, em uma conjuntura crítica. Em parte, ela é um epílogo as suas peças de história Inglesa dos anos 1590; por outro lado, ela introduz o período das grandes tragédias. A peça evidentemente foi interpretada pela primeira vez no novo teatro Globe no outono... Continuar Lendo →

Introdução a Romeu e Julieta

            Apesar de ser uma tragédia, Romeu e Julieta é, de várias maneiras, mais intimamente comparável às comédias românticas de Shakespeare e seus primeiros escritos do que com suas tragédias posteriores. Estilisticamente pertencendo aos anos 1594-1596, ela está no filão lírico dos sonetos e de Sonho de uma Noite de Verão, O Mercador de Veneza... Continuar Lendo →

Lua Azul

Aqui, de frente às águas tuas, ó Mãe das esperanças cruas, ó Luz a percorrer os sorrisos, um farol da praia do céu a guiar os destinos. Seu ciclo épico permanente, a outra metade da face oculta, símbolo da saudade da gente, de onde o marulho das ondas oriunda. Solta as rédeas dos sentidos, conduz cada... Continuar Lendo →

Introdução a Tito Andrônico

            Apesar de Tito Andrônico ter sido distinguida por alguns críticos como indigna do gênio de Shakespeare - T. S. Eliot chamou-a “uma das peças mais estúpidas e sem inspiração já escrita” - a recente história da performance mostra que Tito pode ser brilhantemente bem-sucedida com as plateias. Em sua produção memorável em Stratford-upon-Avon em... Continuar Lendo →

Seu Alfredo: o Mitólogo de Bermuda

Nadava crawl no Ganges profundo, submerso no caos inconsciente, um mito que jorra por segundo, arrebata o coração da gente. É a história de Teseu e Ariadne, a desvelar os frágeis novelos, É o futuro imerso na Saudade, o fio tênue de tantos elos. O substrato imemorial, do Ser, do Velho e do Amor, a... Continuar Lendo →

Introdução À Vida do Rei Henrique VIII

            Não importa o quanto gostemos de pensar A Tempestade (cerca de 1610-1611) como a despedida de Shakespeare de sua arte, celebrando sua aposentadoria em Stratford em 1611 ou 1612, sua carreira ainda não estava, de fato, terminada. A Famosa História da Vida do Rei Henrique Oitavo foi interpretada pelos homens do Rei, a companhia... Continuar Lendo →

Introdução À Vida do Rei Henrique V

         Henrique V (1599) é a expressão culminante de Shakespeare no gênero da peça de história Inglesa. Diferentemente da última e atípica Henrique VIII (1613), que é separada das outras peças históricas de Shakespeare cerca de catorze anos, Henrique V congrega os temas históricos com os quais Shakespeare esteve fascinado por toda uma década. A... Continuar Lendo →

A minha Índia

Debaixo daquela araucária, canta o fogo-apagou às vezes és de onde venho, às vezes para onde vou Dança o filete de grama, implora um riso, um amor Inundado de certezas, não há resquícios de dor Debaixo daquela araucária, canta o fogo-apagou Convoca um novo tipo de sonho, o teu já voou Transmuta-te indígena, transmuta-te de... Continuar Lendo →

Introdução À Segunda Parte de Rei Henrique IV

            Shakespeare escreveu 2 Henrique IV logo após 1 Henrique IV, talvez em 1597, em parte, sem dúvida, para capitalizar sobre o enorme sucesso teatral de Falstaff e em parte para finalizar a história da rejeição de Falstaff. Ao escrever 2 Henrique IV, Shakespeare utiliza materiais similares aqueles utilizados em 1 Henrique IV, notavelmente as... Continuar Lendo →

Introdução À Primeira Parte de Rei Henrique IV

            A abertura de Henrique IV é tensa e grave em tom. A Inglaterra está “abalada” e “pálida pelas preocupações.” As dificuldades de Ricardo II, as quais a presente peça (cerca de 1596-1597) é uma rigorosa sequência, não foram deixadas para trás. Não importando o quanto o Rei Henrique optasse por unir seus compatriotas contra... Continuar Lendo →

Introdução À Tragédia do Rei Ricardo Segundo

            Ricardo II (cerca de 1695-1596) é a primeira peça da grande saga histórica de quatro peças, ou tetralogia, que continua com as duas partes de Henrique IV (cerca de 1596-1598) e conclui-se com Henrique V (1599). Nessa segunda tetralogia, Shakespeare dramatiza o início do grande conflito chamado de Guerra das Rosas, tendo já dramatizado... Continuar Lendo →

Brevíssima Ode a Sebastião Salgado

Se os olhos de Sebastião piscaram diante das carências e sucessos, das vivências e dos excessos? Com certeza visitaram o celeiro das contradições a brotar do peito e que, tecnicamente capturadas, eternizam-se (estátua de mármore encarnada).  Sua obra coleciona várias das rasuras no grande texto da História do Século XX, porém defende com todo o custo uma fagulha de... Continuar Lendo →

Introdução à Tragédia do Rei Ricardo Terceiro

            O fascinante governante maléfico que nomeia Ricardo III já apareceu na terceira parte de Henrique VI, na sequência de quatro peças que formam a primeira incursão de Shakespeare na história Inglesa. No último episódio dessa tetralogia, Ricardo, Duque de Gloucester, encontra-se totalmente revelado como o gênio maligno da prolongada crise da guerra civil da... Continuar Lendo →

Introdução à Terceira Parte de Rei Henrique VI

            Henrique VI, Parte III, deve ser considerada não apenas como parte da primeira série de quatro peças históricas de Shakespeare, mas também como uma peça por si só, presumidamente vista pela primeira vez por uma plateia Elisabetana que, apesar de cônscia de um contexto mais amplo, testemunhou essa ação dramática como um evento independente.... Continuar Lendo →

Introdução À Segunda Parte de Rei Henrique VI

          Henrique VI, Parte Dois é, ao mesmo tempo, uma continuação da narrativa histórica iniciada em 1 Henrique VI (baseado nas mesmas crônicas fontes) e uma peça independente, que deve ter sido representada em uma ocasião separada no teatro de Shakespeare. Como a segunda peça de uma série de quatro, ela... Continuar Lendo →

Introdução À Primeira Parte de Rei Henrique VI

            Durante a maior parte do século XV, a Inglaterra sofreu a devastação da guerra civil. Dos longos conflitos entre os Lancastres e os Yorkistas, a chamada Guerra das Rosas, o país emergiu, em 1485, abalado mas finalmente unido sobre o forte governo dos Tudors. Para os Elisabetanos, esse período de guerra civil era, ainda,... Continuar Lendo →

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