Introdução à Vida e Morte do Rei João

            A Vida e Morte do Rei João é geralmente datada, com base no estilo, entre as duas tetralogias históricas de Shakespeare, talvez um pouco antes de Ricardo II, em 1594 ou 1595. Em estrutura e caracterização, ela é também transicional da primeira série episódica (Henrique VI até Ricardo III) até a mais firmemente organizada […]

Introdução a Sonho de uma Noite de Verão

          Uma das muitas realizações surpreendentes de Sonho de uma Noite de Verão (cerca de 1594-1595) é seu desenvolvimento da ideia central do amor como uma jornada imaginativa, de um mundo de conflito social a um mundo de fantasia criado pelo artista, terminando com o retorno à realidade que foi parcialmente […]

Introdução a A Megera Domada

            A Megera Domada (cerca de 1592-1594) mostra o gênio cômico de Shakespeare no seu melhor. Ao mesmo tempo, ela compartilha com as peças anteriores uma antecipação das direções que seu gênio irá tomar em Muito Barulho por Nada e outras comédias do final de 1590. Ao habilidosamente justapor dois enredos e uma introdução, ou […]

Introdução a Trabalhos de Amor Perdidos de Shakespeare

            Da mesma maneira que A Comédia dos Erros é o aprendizado de Shakespeare em Plauto e na comédia neoclássica, Trabalhos de Amor Perdidos é seu aprendizado em relação ao elegante drama de John Lyly dos anos 1580, ao baile de máscara da corte, e às convenções da poesia lírica de Petrarca. A peça utiliza […]

Introdução a A Comédia dos Erros de Shakespeare

            A Comédia dos Erros é uma ótima ilustração do “aprendizado” de Shakespeare na comédia. Ela imita mais a comédia clássica, especialmente Plauto, do que a obra madura de Shakespeare. Seu humor verbal, incluindo piadas escatológicas sobre gases, os desbocados chistes sobre chifres, e os diálogos abertamente ingênuos (como em 2.2), são, às vezes, adolescentes. […]

Introdução a Timão de Atenas de Shakespeare

            Timão de Atenas é o mais implacável estudo de Shakespeare sobre a misantropia. Juntamente com Rei Lear a peça expressa um insulto moral à depravação humana, mas recusa-se a suavizar à angústia com lágrimas compassivas. O protagonista aprende pouca coisa para além da amargura dos seus encontros com a avareza e a ingratidão. Em […]

Um Filósofo Natural, David Bevington

Tradução do Primeiro Capítulo de: As Ideias de Shakespeare, Mais Coisas entre Céu e a Terra, David Bevington, 2008. 1 Um Filósofo Natural             TOUCHSTONE   E você, pastor, tem alguma filosofia?             CORIN   Não mais do que saber que, quanto mais se fica doente, menos à vontade se fica; e que aquele a quem faltam […]

Introdução a Bem Está o que Bem Acaba de Shakespeare

          Bem Está o que Bem Acaba pertence ao período da vida criativa de Shakespeare o qual ele se concentrou em suas grandes tragédias e escreveu pouca comédia. As raras exceções aparentes não encaixam-se facilmente nos gêneros dramáticos convencionais. Medida por Medida (1603-1604), usualmente chamada de peça problema, está sombriamente preocupada […]

Introdução à Medida por Medida de Shakespeare

          “Uma Peça chamada Medida por Medida” por “Shaxberd” foi apresentada na corte, para o novo Rei James I, pelos “atores de sua Majestade” em 26 de Dezembro de 1604. Provavelmente ela foi composta naquele mesmo ano, ou no final de 1603. A peça data do clímax do período trágico de […]

Introdução a Tróilo e Créssida de Shakespeare

          Shakespeare deve ter tido alguns relativos fracassos no teatro, assim como enormes sucessos. Tróilo e Créssida parece ter sido um relativo fracasso, ao menos no palco, em sua forma original. Como veremos, é questionável se ela chegou a ser produzida. É uma peça amarga sobre uma guerra inconclusiva e um […]

Introdução a Os Dois Nobres Parentes

            Os Dois Nobres Parentes, aparentemente a última peça a qual Shakespeare debruçou-se, retorna a um tema que ele buscou em Os Dois Cavalheiros de Verona, uma de suas primeiras peças e, possivelmente, a primeira. Como naquela comédia anterior, dois amigos competem pela afeição de uma dama de tal forma que […]

Tradução – Shakespeare Através das Eras, Os Sonetos

Introdução à Série           Shakespeare Através das Eras apresenta não a mais atual tendência do criticismo de Shakespeare, mas seu melhor, do século XVII até hoje. Nesse processo, o volume também mapeia a torrente de discussões de obras particulares através dos tempos. Outras coleções úteis e fascinantes de crítica de Shakespeare […]

Percentagem de Prosa e Verso em algumas obras de Shakespeare

          No entanto a principal inovação em Henrique IV Parte I, naturalmente continuada por sua sucessora, é a grande ampliação de sua dependência na prosa. Segundo Marven Spevack, 45 por cento da peça é em prosa, e o número em Henrique IV Parte 2 é 52 por cento. O contraste é […]

A Liberdade de Shakespeare

          Propomo-nos a buscar em que sentido William Shakespeare atingiu à liberdade apesar de ter vivido em um momento histórico em que vigoravam as noções absolutas. Para tal, escolhemos como marco teórico a obra de Stephen Greenblatt e da escola conhecida como Novo Historicismo para mapear as diversas variáveis em jogo. […]

A Queixa de um Amante de Shakespeare

Thomas Thorpe publicou “A Queixa de um Amante” [A Lover´s Complaint] no quarto de 1609 dos Sonetos de Shakespeare, atribuindo o poema a “William Shakespeare” em seu cabeçalho. À atribuição não se deve dar muito peso, porque Thorpe, evidentemente, não teve a autorização de Shakespeare para publicar os sonetos e pôde, possivelmente, ter adicionado os […]

A Fênix e a Pomba de Shakespeare

“A Fênix e a Pomba (Tartaruga)” apareceu pela primeira vez numa coleção de poemas chamada Love´s Martyr: Or, Rosalins Complaint de Robert Chester (1601). Esse volume em quarto apresentava vários exercícios poéticos sobre a fênix e a pomba “pelos melhores e principais de nossos escritores modernos”. O poema,  atribuído a Shakespeare, tem sido universalmente aceito como […]

O Estupro de Lucrécia de Shakespeare

O Estupro de Lucrécia está intimamente relacionado com Vênus e Adônis. Os dois foram publicados com cerca de um ano de diferença, em 1594 e 1593, respectivamente, e ambos foram impressos por Richard Field. Ambos foram dedicados ao jovem Conde de Southampton, Henry Wriothesley, cuja confiança e amizade Shakespeare parece ter ganho durante o intervalo […]

Vênus e Adônis de Shakespeare

Como a maioria de seus contemporâneos, Shakespeare aparentemente não considerava a escrita de peças como uma atividade literária elegante. Ele devia saber que era bom em fazê-las, e ele certamente se tornou famoso em seus dias como um dramaturgo, mas não fez grandes esforços para a publicação de suas peças. Nós não temos prefácios literários […]