Introdução À Tragédia do Rei Ricardo Segundo

            Ricardo II (cerca de 1695-1596) é a primeira peça da grande saga histórica de quatro peças, ou tetralogia, que continua com as duas partes de Henrique IV (cerca de 1596-1598) e conclui-se com Henrique V (1599). Nessa segunda tetralogia, Shakespeare dramatiza o início do grande conflito chamado de Guerra das Rosas, tendo já dramatizado […]

Introdução à Tragédia do Rei Ricardo Terceiro

            O fascinante governante maléfico que nomeia Ricardo III já apareceu na terceira parte de Henrique VI, na sequência de quatro peças que formam a primeira incursão de Shakespeare na história Inglesa. No último episódio dessa tetralogia, Ricardo, Duque de Gloucester, encontra-se totalmente revelado como o gênio maligno da prolongada crise da guerra civil da […]

Introdução à Terceira Parte de Rei Henrique VI

            Henrique VI, Parte III, deve ser considerada não apenas como parte da primeira série de quatro peças históricas de Shakespeare, mas também como uma peça por si só, presumidamente vista pela primeira vez por uma plateia Elisabetana que, apesar de cônscia de um contexto mais amplo, testemunhou essa ação dramática como um evento independente. […]

Introdução À Segunda Parte de Rei Henrique VI

          Henrique VI, Parte Dois é, ao mesmo tempo, uma continuação da narrativa histórica iniciada em 1 Henrique VI (baseado nas mesmas crônicas fontes) e uma peça independente, que deve ter sido representada em uma ocasião separada no teatro de Shakespeare. Como a segunda peça de uma série de quatro, ela […]

Introdução À Primeira Parte de Rei Henrique VI

            Durante a maior parte do século XV, a Inglaterra sofreu a devastação da guerra civil. Dos longos conflitos entre os Lancastres e os Yorkistas, a chamada Guerra das Rosas, o país emergiu, em 1485, abalado mas finalmente unido sobre o forte governo dos Tudors. Para os Elisabetanos, esse período de guerra civil era, ainda, […]

Introdução à Noite de Reis; ou, O Que Você Quiser

            Noite de Reis é, possivelmente, a última das três comédias festivas, incluindo Muito Barulho por Nada e Como Quiserem, com as quais Shakespeare atingiu o clímax do estilo distintamente filosófico e alegre da escrita cômica. Interpretada em 2 de Fevereiro de 1602, no Templo do Meio, e escrita possivelmente ainda em 1599, Noite de […]

Introdução a Como Quiserem

            Como Quiserem representa, juntamente com Muito Barulho por Nada e Noite de Reis, a conclusão das realizações de Shakespeare na comédia feliz e festiva durante os anos 1598-1601. Como Quiserem contém vários motivos encontrados em outras comédias Shakespearianas: a jornada de uma corte exausta a um ambiente silvestre transformador e de volta a uma […]

Introdução Às Alegres Comadres de Windsor

            De acordo com uma antiga tradição do século dezoito, Shakespeare compôs As Alegres Comadres de Windsor por ordem da Rainha Elizabeth. John Dennis, um crítico e dramaturgo, afirma em 1702 que a Rainha “estava tão ansiosa para vê-la interpretada, que ela comandou que a peça ficasse pronta em catorze dias.” O editor Nicholas Rowe […]

Introdução a Muito Barulho por Nada

            Muito Barulho por Nada pertence ao grupo das comédias românticas mais maduras de Shakespeare, conectada com obras similares, que incluem também Como Gostais e Noite de Reis (com o subtítulo O Que Você Quiser). Todas datam do período que vai de 1598 a 1600. Essas peças são a culminação da verve exuberante, filosófica e […]

Introdução a O Mercador de Veneza

            Apesar de Shylock ser o mais proeminente personagem de O Mercador de Veneza, ele não toma parte nem do início nem do final da peça. E, embora o título da peça pareça sugerir que ele é o “Mercador” de Veneza, Shylock é, estritamente falando, um agiota cuja usura é retratada como o próprio oposto […]

Introdução a Sonho de uma Noite de Verão

          Uma das muitas realizações surpreendentes de Sonho de uma Noite de Verão (cerca de 1594-1595) é seu desenvolvimento da ideia central do amor como uma jornada imaginativa, de um mundo de conflito social a um mundo de fantasia criado pelo artista, terminando com o retorno à realidade que foi parcialmente […]

Introdução a A Megera Domada

            A Megera Domada (cerca de 1592-1594) mostra o gênio cômico de Shakespeare no seu melhor. Ao mesmo tempo, ela compartilha com as peças anteriores uma antecipação das direções que seu gênio irá tomar em Muito Barulho por Nada e outras comédias do final de 1590. Ao habilidosamente justapor dois enredos e uma introdução, ou […]

Introdução a Os Dois Cavalheiros de Verona

          Se por “comédia romântica” exprimimos uma história de amor na qual os amantes superam os obstáculos colocados pelos seus pais, ciúmes, separações e perigos para serem finalmente unidos na felicidade do casamento, então Os Dois Cavalheiros de Verona é, talvez, a primeira de Shakespeare. Apesar de A Comédia dos Erros […]

Introdução a Trabalhos de Amor Perdidos de Shakespeare

            Da mesma maneira que A Comédia dos Erros é o aprendizado de Shakespeare em Plauto e na comédia neoclássica, Trabalhos de Amor Perdidos é seu aprendizado em relação ao elegante drama de John Lyly dos anos 1580, ao baile de máscara da corte, e às convenções da poesia lírica de Petrarca. A peça utiliza […]

Introdução a A Comédia dos Erros de Shakespeare

            A Comédia dos Erros é uma ótima ilustração do “aprendizado” de Shakespeare na comédia. Ela imita mais a comédia clássica, especialmente Plauto, do que a obra madura de Shakespeare. Seu humor verbal, incluindo piadas escatológicas sobre gases, os desbocados chistes sobre chifres, e os diálogos abertamente ingênuos (como em 2.2), são, às vezes, adolescentes. […]

Aqui Termina Nosso Jogo – Ideias de Encerramento nas Peças Tardias

Tradução do Sétimo Capítulo de: As Ideias de Shakespeare, Mais Coisas entre Céu e a Terra, David Bevington, 2008. 7 Aqui Termina Nosso Jogo Ideias de Encerramento nas Peças Tardias             Ou Shakespeare estava consciente ao modelar um projeto global a sua carreira de dramaturgo e poeta, ou o intenso escrutínio crítico de séculos encontrou tal […]

O Homem Não é Mais que Isso ? As Ideias de Shakespeare sobre o Ceticismo, Dúvida, Estoicismo, Pessimismo, Misantropia

Tradução do Sexto Capítulo de: As Ideias de Shakespeare, Mais Coisas entre Céu e a Terra, David Bevington, 2008. 6 O Homem Não é Mais que Isso? As Ideias de Shakespeare sobre o Ceticismo, Dúvida, Estoicismo, Pessimismo, Misantropia             Os valores da generosidade, altruísmo e perdão, que examinamos no último capítulo não são incontestáveis. Acerca dos […]

Qual Forma de Oração Pode Me Servir? As Ideias de Shakespeare sobre a Controvérsia Religiosa e Questões de Fé

Tradução do Quinto Capítulo de: As Ideias de Shakespeare, Mais Coisas entre Céu e a Terra, David Bevington, 2008. 5 Qual Forma de Oração Pode Me Servir? As Ideias de Shakespeare sobre a Controvérsia Religiosa e Questões de Fé             Shakespeare era Católico, privadamente aderindo a uma fé que podia colocá-lo em perigo de encarceramento e […]

Apresentar um Espelho à Natureza: As Ideias de Shakespeare sobre Escrita e Atuação

Tradução do Quarto Capítulo de: As Ideias de Shakespeare, Mais Coisas entre Céu e a Terra, David Bevington, 2008. 4 Apresentar um Espelho à Natureza As Ideias de Shakespeare sobre Escrita e Atuação             Um conjunto de ideias que Shakespeare precisava considerar, conforme aventurava-se com crescente audácia nos temas filosóficos do ceticismo e da dúvida, […]

O que é a Honra? As Ideias de Shakespeare sobre Política e Teoria Política

Tradução do Terceiro Capítulo de: As Ideias de Shakespeare, Mais Coisas entre Céu e a Terra, David Bevington, 2008. 3 O Que é a Honra? As Ideias de Shakespeare sobre Política e Teoria Política             Durante a década de 1590, conforme Shakespeare escrevia comédias românticas num ritmo de quase uma por ano (dez ao todo, […]