Talismã sorridente do excesso presente

Se minha dimensão, é pura extinção

você me dá a mão, é foco, iluminação

se testa meu ser ou não,

em qualquer situação,

tu és fera, eu andorinhão

 

Pedra preciosa, rito da cidade vã

É teu coração envolto em um talismã,

Teu mel profético é ancestral irmã

Não vai embora, te quero meu imã

 

Refrão:

Se é para te cantar, eu posso gritar,

suas mil faces todas vêm juntar

Se continuar é semear

teu riso espalhar, regar

teu olhar sedento ao luar,

te colher em qualquer lugar

 

Só pra entreter

a nossa noite,

você vai ver,

fazer acontecer

o rolo sutil

até o amanhecer.

 

Talismã sorridente do excesso presente,

Ela quer alcançar o sol poente

Eu a solto toda livremente

Ela conquista a alma calmamente

Eu finjo ser fera dormente

Ela baila bem na minha frente

Os meus olhos escorrem tão contentes

Ela derrama os cabelos salientes

Envolto neles eu tomo um chá quente

Ela me arranca um abraço bem rente

Eu me escondo em seu continente

Ela fala que falaram que eu sou carente

Eu no meu ritual espanto os deprimentes

Ela é absurda, eu sou coerente

Ela me abusa, eu malemolente

Ela é obtusa, eu não faço frente

 

Só pra entreter

a noite nossa,

você vai ver,

fazer acontecer

o rolo sutil

do entrever.

 

 

 

 

 

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