Levantei-me de um não sono cambaleante nessa noite fria,
visitastes-me sem pressa.
Num novelo enredam-se tempo e espaço, sonho e vigília,
Efusão de lembranças, agora e amanhã.
todas as músicas do radinho que continua a tocar são nossas, eternas.
Sinto tremendo o barulho da barba desleixada quando afagas o meu rosto.
Num breve momento assaltado pela lógica
conjugo todos os anagramas possíveis do seu nome
Porém me rendo fácil ao teu toque invisível.
Traços inocentes esses. Eles têm a pretensão de capturar
o que sobrepuja milhões de vezes a língua e seu rastro escrito.
Ao sentir e amar sua presença aqui, escrevo com mãos de mulher,
endereço-te o pouco de poeira cósmica que pretensamente sou.
Lembras-te dos tempos dos abraços?
Das entre-vistas?
Regional universal que somos?
Eles não se foram, não irão.
Para além do amor, nada!
Que dêem licença as explicações milimetradas do evento a que costumamos chamar vida,
me dêem licença também os outros que amo.
Hoje, Aqui, Você!

Dia 02 de Dezembro de 2010

Publicado por rafaelsc

"Ensinar não é encher um balde, é acender um fogo" Yeats "Creio porque é absurdo" Tertuliano "Seja uma luz para si próprio" Buda “Sentando-se quieto, sem fazer nada, a primavera vem e a grama cresce, por si só." Matsuo Bashō "O silêncio e a risada são a chave – silêncio dentro, risada fora" Osho

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