Te quero, Violência!

Necessito instalar a violência outside para afirmar o inside limitado e cheiroso. Um abrigo sem sentido onde me defendo da experiência que me rasgaria, eu contingente. Rechaço o mundo lá fora com o mesmo sopro que não me interessa as diferentes formas que toma o animal humano. O outro é visto como o terrível destruidor das paredes das cavernas da minha vida. O outro me desnuda, com indiferença. A alteridade choca e desaparece, depressa. Quando temo o novo, me refugio no trivial, no igual, na fé. Assim passo a vida a afirmar, constantemente, esse algo de pontual, imutável si-mesmo, sem considerar os ganhos que peculiaridades alheias poderiam fornecer. Reconheço e me regojizo que essa atitude é a mais anti-filosófica possível. Eu, o filósofo anti-filosófico. Contradição em termos? Não. Vidinha humana daquelas surradas, noite molhada bem comum, num canto de solidão vermelho.

Anúncios

Replique

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close