Entulhos

Distribuo e recolho suspiros de finitude desencontradas,

Caramelos por vezes amargos trespassam vazios
Making the life more tolerable nas escadas monumentais quaisquer
Sagrado é o desejo pelo não dito;
Pesado o dossier da história é um fardo não-carregável.
Perdi a capacidade de andar entre os meus, talvez porque eles não existam, ou eu flutue
C´est dire, it is why i´m easy, por não ser….assim…ou ser…
Rima despojada que nunca fiz, desça sobre a minha mão e diz, qual a possibilidade de se experienciar tudo? Diz para acalmar meus nervos nada inocentes, que pairam em outros mundos doentes, de uma frugalidade não pathos-cional. Ah que desejo de te dizer, sem palavras ao amanhecer, e mergulhar em águas profundas, que rodam incessantes rotundas.
Celulares dos outros que não são células, são órgãos acoplados ao corpo que me tateiam com seus dedinhos.
Formemo-nos soldados na guerra ou abdicamos das causas e saltamos do barco?
Mas essas letras são…elas me…interpelam…me deixem…
Quero ser tão natural quanto a pena que avistei e sumiu. Mas sou tão artificial quanto robôs que dançam sincronizados.
Minha poesia é um resignar de uma causa nem sequer conhecida.
É, ao mesmo tempo, adentrar no âmbito do nada e ir e ir, ir.
They call the rising sun, ok, but meu sol hoje não vai nascer, só morrerá, no meu poente psicológico mesquinho.
Os defeituosos encantam. Como eles fogem dignos da nuvem cinzenta que tudo cobre com sua sombra. Que eu me torne paralítico, deformado, indiferente na diferença. Que eu seja ridicularizado em praça pública por ter violado todas as morais do mundo.
Que exponham minha cabeça a prêmio, grátis.
Atualizo Camões em seu solo e endereço a ele milhões de afrontas covardes, daqueles tipos que os vivos fazem aos bem mortos.
To nem ali, aqui, acolá. Só sei somente sair sorrateiro sujo seco suado soando sinos sinais sonsos, somente sua santa silhueta se situa sobre mim.
Sem mais, já demonstrei minha inaptidão para mim mesmo, o único objetivo dessas linhas.
Vou levantar-me e seguir ignóbil, cuspindo no mesmo solo cuspido milhões de vezes. Aqui na terra do fado! Ou das fadas?
Vejo seres parecidos com teias de aranhas despencando do céu, brilhantes. Costumo tomá-los por meras teias de aranhas despencantes, o que me entristece.
Se eu pudesse, eu a veria como um signo de um além, convite claro para o baile de honra, sem gala, da vida. Ah se eu pudesse.
As gaivotas me humilham tanto com sua habilidade aero-espacial. Se ao menos os meus sonhos fossem transportados e disseminados por vocês, gaivotas. Tanto de fraqueza e iniquidade vocês poderiam levar daqui! Mas parecem que não me ouvem, quando tenho certeza que, de fato, me ouvem muito bem! Elas só não tem tempo para carregá-los, tão banais, pois estão a voar nestas nuvens amarronzadas-verdes.
Que assim seja, pronto. Pronto? Infelizmente de pronto não tenho nada a oferecê-los, caros.
Se provarem do meu bolo assim, cru como está, poderão se intoxicar. Não garanto que um dia pronto ele ficará. Penso que estou adicionando farinha demais à massa, sem manuseá-la e misturá-la bem.
Com certeza alguns caroços permanecerão, como que a indicar a não-perícia do confeiteiro que nunca fui.
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