Coisa Outra Indica Mater Brasileira Ruidosa Amante – COIMBRA

Passa a miúda desatenta do esplendor das nogueiras

Pa, pois queres tua atenção, estás a entenderes?
Despencam os dióspiros de torres medievais!
A multidão que passa molhada pelo Mondego suspirou de manhã,
aconselhando-me a prestar-lhe reverência discreta.
Os poetas de outrora vieram ter comigo num sotaque luso
maneiro, ordenaram às pedras das ruas que me fizessem cócegas,
quando eu por ali passasse. Pois. Compreendi. A-Deus. Há Deus?
Templo da filosofia soterrado de carapaus cozidos, peço sua benção.
Se hei de haver contigo, que me permitas uma audiência.
Pois tenho algo a dizeres.
Se é que estás a me entenderes.
A tua Sé, que não és a minha, condecoro e dou no pé. Des-confio.
Aos teus cafés, esses sim meus, aprovo.
A tua calma secular me abafa, vulcão adormecida.
No dia que escrevo, hoje, cem anos após a proclamação de uma república a mim impensável,
indiferente, me lisonjeia, e eu gosto.
Pois.
Vinhos rubros! purifique e manche com seu sangue virginal este reles que vaga absorto pelos teus prados.
Proponho uma relação daquelas carnais com ti, terra domadora de outrora.
Dessas que quando a separação se dá leva junto corações aflitos.

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