Outro

Necessitamos instalar a violência lá fora, para afirmarmos o confinamento limitador.

Um abrigo sem sentido.

Com a televisão na avant-gard da criação da imagem que as ruas estão contaminadas por ratos destruidores, nos defendemos das experiências que nos rasgariam aliviando o fardo de nossa contingência.

Porém, rechaçar o lá fora, as ruas, é o mesmo sopro que nos faz não interessados nas diferentes formas que toma o animal humano, em culturas e tradições distintas.

O outro passa a ser visto como o terrível destruidor das paredes das cavernas de nossas vidas seguras.

O outro nos desnuda, muitas vezes indiferente.

Nos choca e desaparece, depressa.

Se temermos o novo, nos refugiamos no trivial, no igual, na fé da não mudança.

Assim, passamos pela vida afirmando, constantemente, esse algo pontual, pouco mutável si-mesmo, sem os ganhos que as peculiaridades dos outros nos dá a todo o momento.

Ao pensarmos em outro, pensamos num sentido amplo. Não apenas o ser humano, mas um cachorro, com seus atos linguísticos, é outro. O filme, na sua coerência ou distorção semântica é outro, que nos interpela, nos altera.

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